AD Anderson Drumond
Brasão do Lions Clube Rio de Janeiro Vozes da Pólio, em verde e amarelo.

Portfólio · Cliente atendido

O clube tinha causa. Não tinha estrutura para sustentá-la.

Ninguém doa, se associa ou patrocina para um perfil de rede social. Um clube que só existe no Instagram depende do algoritmo para ser encontrado, perde a memória a cada troca de diretoria e não tem o que mostrar a um patrocinador.

O diagnóstico

Quatro buracos, fechados nesta ordem.

Na prática: ser encontrado, receber quem chega, lembrar quem é, poder mostrar.

01

Ser encontrado

Antes: Quem buscava por fraqueza nova em quem teve pólio não achava o clube.

Agora: Site indexável, com conteúdo real sobre Síndrome Pós-Pólio.

02

Receber quem chega

Antes: O interessado mandava mensagem e a conversa se perdia no meio de outras.

Agora: Cinco portas de entrada, cada uma levando ao formulário certo.

03

Lembrar quem é

Antes: A lista de sócios vivia numa planilha no computador de alguém.

Agora: CRM com ficha, cargo, posse e histórico de contato.

04

Poder mostrar

Antes: Não havia proposta, marca aplicada nem prestação de contas para apresentar.

Agora: Proposta de patrocínio, papelaria oficial e painel de gestão.

Decisões

O que eu decidi, e o motivo de cada escolha.

Na prática: a régua foi simples: onde não havia problema real, não foi construído nada.

A marca veio antes do site

Primeiro a identidade e as trinta e oito peças de papelaria: ata, ofício, convite de afiliação, termos e tabelas.

Por quê: Clube que manda a ata num arquivo sem timbre está dizendo, sem querer, que é improvisado. A papelaria chega às mãos do parceiro antes do site.

O português está escrito no HTML, não no dicionário

As outras duas línguas vêm de um dicionário de tradução. O português é o texto original da página.

Por quê: Se o dicionário sumir ou ficar incompleto, o site continua inteiro em português. Nunca aparece código cru na tela de ninguém.

Um endereço só para os três idiomas

Português, inglês e espanhol no mesmo site, com 607 termos traduzidos em cada língua.

Por quê: Três sites separados viram três sites para manter. Na prática, dois ficam desatualizados e passam a mentir sobre o clube.

O formulário sempre chega em português

Não importa em que idioma a pessoa preencheu: o que entra no CRM está em português.

Por quê: A diretoria é brasileira. “Tive poliomielite” não pode chegar como “I had poliomyelitis” dependendo de quem preencheu.

Bandeiras desenhadas, não emoji

Os seletores de idioma usam bandeiras desenhadas à mão, e não os emojis do sistema.

Por quê: O Windows não tem emoji de bandeira. Para a maioria dos visitantes apareceria a sigla BR no lugar do desenho.

Triagem na entrada, em vez de uma home para todos

Cinco portas: associar-se, ser voluntário, doar, representar uma empresa, ou contar a própria história.

Por quê: Cada visitante quer uma coisa diferente e a home é uma só. Com a triagem, o tipo escolhido já chega classificado no CRM.

A decisão que definiu o tom

O clube é formado por pessoas que conviveram com a poliomielite. O site foi escrito para tratá-las como quem conduz, e não como assunto de campanha.

Sem tom de coitadismo, sem foto de apelo, e nenhuma história publicada sem autorização assinada.

A mesma régua valeu para os números. Onde faltava dado verdadeiro, o espaço ficou vazio e declarado, em vez de preenchido com invenção. Clube que infla número na primeira apresentação perde o patrocinador na segunda.

Causa forte não sustenta sozinha

Vale para clube de serviço e vale para empresa: o que trava não costuma ser o produto nem a intenção. É a estrutura que deveria existir em volta e nunca foi construída.